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JJR Contabilidade

NF-e e NFC-e: campos de IBS/CBS obrigatório sem produção

NF-e e NFC-e: campos de IBS/CBS obrigatório sem produção

NF-e e NFC-e: campos de IBS/CBS obrigatório sem produção

NF-e e NFC-e: campos de IBS/CBS obrigatório sem produção

NF-e e NFC-e: campos de IBS/CBS obrigatório sem produção

NF-e e NFC-e: campos de IBS/CBS obrigatório sem produção

NF-e e NFC-e: campos de IBS/CBS obrigatório sem produção

Regime regular, validações a partir de 1 de agosto de 2026 e plano de adequação do ERP

Atualização legislativa
12 de julho de 2026
Status editorial
Versão revisada e fundamentada

A partir de 3 de agosto de 2026, a regra de validação prevista na Nota Técnica 2025.002-RTC, versão 1.40, passa a exigir o grupo de IBS/CBS nas NF-e e NFC-e emitidas por contribuintes do regime regular. A ausência das informações poderá provocar rejeição do documento. O alerta é relevante, mas deve respeitar o escopo técnico: a regra atual não abrange indistintamente todas as empresas e a apuração de 2026 não representa, por si só, pagamento adicional de 1%.

Correção de escopo
A obrigatoriedade de 1 de agosto de 2026 está dirigida, no cronograma atual da NF-e/NFC-e, aos
emitentes do regime normal, identificados pelo CRT=3. Simples Nacional e MEI terão disciplina e
cronograma próprios, a serem tratados em nota técnica específica.

1.Fundamento legal e técnico

Nomenclatura correta: a CBS é federal; o IBS é compartilhado entre Estados, Distrito Federal e Municípios.

2.O que ocorre em 1 de agosto de 2026

A regra de validação UB12-10 passa a ser aplicada no ambiente de produção conforme o cronograma da versão 1.40. Quando o emitente enquadrado no escopo deixar de informar o grupo IBS/CBS exigido, a autorização poderá ser recusada.

  • Risco imediato: rejeição da NF-e ou NFC-e e interrupção do faturamento.
  • Risco operacional: pedido sem expedição, atraso logístico, divergência de estoque e cancelamento de venda.
  • Risco de conteúdo: nota autorizada com classificação tributária inadequada, afetando apuração assistida e crédito do adquirente.

3.Alíquotas de 2026: informação não equivale a custo financeiro automático

PeríodoIBS CBSTratamento
20260,1%0,9%Fase de teste. Cumpridas as obrigações acessórias e as condições
legais, o contribuinte fica dispensado do recolhimento.
2027–2028Percentual
inicial do IBS
CBS no
cronograma
de transição
Substituição de PIS/COFINS e início econômico gradual do novo
sistema.
2029–2032Crescimento
gradual
Convivência
com a
transição
Redução progressiva de ICMS e ISS conforme o cronograma
constitucional.
2033Sistema
maduro
Sistema
maduro
Conclusão da transição.

4.Não basta configurar 0,1% e 0,9% em todas as vendas

O ERP deve determinar o tratamento tributário de cada item e operação.
A simples aplicação linear das alíquotas-teste em todas as vendas pode produzir erros em operações com alíquota zero, redução, suspensão, diferimento, imunidade, exportação, Zona Franca, monofásico, regimes específicos ou outras classificações previstas na LC nº 214/2025.

ParâmetroO que deve ser validado
CST IBS/CBSSituação tributária aplicável ao item e à operação.
cClassTribCódigo de classificação tributária vinculado à hipótese legal.
cIndOpIndicador do local da operação de fornecimento.
Base de cálculoComposição do valor, descontos, frete, encargos e exclusões legais.
Alíquotas e reduçõesPercentuais de IBS estadual/municipal e CBS, inclusive redução e alíquota zero.
Documento referenciadoDevoluções, notas de débito, crédito, ajuste e eventos.
CadastroNCM, natureza da operação, destinatário, destino, finalidade e benefícios.

5.Plano técnico de adequação

1.Atualizar o emissor: confirmar suporte à NT 2025.002-RTC, versão 1.40 ou versão posterior vigente.
2.Atualizar schemas: instalar XSD e tabelas de domínio do ambiente de homologação e produção.
3.Revisar cadastros: NCM, CFOP, CST, cClassTrib, benefício, natureza, finalidade e regras por UF/município.
4.Construir matriz tributária: relacionar produto, operação, destinatário, destino e tratamento de IBS/CBS.
5.Testar cenários: venda, devolução, transferência, bonificação, remessa, venda à ordem, importação, exportação, consumidor final e operação incentivada.
6.Conferir o XML: não limitar o teste à mensagem “autorizada”; validar os valores e códigos gravados.
7.Planejar contingência: definir tratamento de rejeições, suporte do fornecedor e comunicação interna.

Homologação antes da virada
Os testes devem ser concluídos no ambiente de homologação antes de 1 de agosto. Em produção,
recomenda-se acompanhamento intensivo das primeiras emissões, com validação do XML e não apenas do DANFE.

6.Marketplace: onde está o risco real

Em vendas por Shopee, Mercado Livre e outras plataformas, o marketplace normalmente fornece os dados comerciais do pedido. A responsabilidade por enriquecer a operação com a classificação fiscal e os campos de IBS/CBS tende a permanecer no ERP, hub fiscal ou emissor da NF-e.

  • Integração comercial: produto, quantidade, preço, frete, desconto, cliente e endereço.
  • Motor fiscal: NCM, CFOP, CST, cClassTrib, local da operação, base, alíquota, redução e crédito.
  • Emissão e retorno: XML autorizado, chave, eventos, etiqueta e liberação logística.
Teste de ponta a ponta
Simule pedido em ambiente de testes ou fluxo controlado, transmissão ao ERP, cálculo tributário,
autorização da NF-e e retorno da chave ao marketplace. O objetivo é identificar se o gargalo está na
integração comercial, no cadastro fiscal ou no emissor.

7.Penalidades e jurisprudência: evite afirmações sem base

Não é recomendável afirmar que o CARF já possui jurisprudência específica sobre omissão dos novos campos de IBS/CBS ou que a Receita cobrará automaticamente, em 2027, multas retroativas sobre documentos de 2026.
O risco confirmado no curto prazo é a rejeição operacional. Eventuais penalidades dependerão da infração efetivamente praticada, da legislação sancionatória aplicável, do período educativo e das normas posteriores.

Redação juridicamente segura
Em 2026, o descumprimento pode impedir a autorização do documento e comprometer a qualidade das informações prestadas. A avaliação de multas e demais consequências deve observar a legislação vigente na data do fato, as regras de transição e a conduta concreta do contribuinte.

8.Checklist executivo

  • ERP compatível com a NT 2025.002-RTC v1.40 ou posterior.
  • Matriz tributária revisada por operação e produto.
  • CST e cClassTrib definidos com base legal.
  • Testes em homologação concluídos e documentados.
  • Fluxos de devolução, ajuste, débito e crédito testados.
  • Integrações de marketplaces e hubs validadas.
  • Equipe treinada para diagnosticar rejeições.
  • Monitoramento diário das primeiras emissões em produção.

Conclusão

A data de 1 de agosto de 2026 é um marco operacional relevante para emitentes do regime regular. A comunicação deve enfatizar a possibilidade de rejeição, mas sem transformar o teste de 1% em custo tributário automático, sem incluir indevidamente o Simples Nacional e sem sustentar uma alíquota plena de 23% já em 2027. O projeto de adequação exige cadastro, regra tributária, testes e governança do XML.

Base normativa e técnica

Lei Complementar nº 214/2025: Instituição do IBS, CBS e IS e disciplina dos documentos fiscais. Acesso oficial
Ato Conjunto RFB/CGIBS nº 1/2025: Diretrizes para o início das obrigações acessórias em 2026. Acesso oficial
NT 2025.002-RTC, versão 1.40: Leiaute e regras de validação da NF-e/NFC-e. Acesso oficial
Receita Federal: Orientações da Reforma Tributária para 2026. Acesso oficial
Comitê Gestor do IBS: Comunicado sobre o marco operacional de 3 de agosto de 2026. Acesso oficial

Nota editorial
Este conteúdo tem finalidade informativa e foi atualizado na data indicada. A incidência, a alíquota efetiva, o direito a créditos e a obrigação documental dependem do perfil do contribuinte, da natureza da operação, do destinatário, do local da operação, do regime de transição e das atualizações dos leiautes fiscais.