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A Importância do Setor de Faturamento de uma Empresa!

Publicado por: João Theizi Mimura Junior | 30 de setembro de 2015

Através dos anos, temos notado que as empresas não destinam a devida relevância ao setor de faturamento de suas entidades, relegando a segundo plano, e, concedendo um status inicial de carreira dos seus colaboradores na hierarquia da empresa.

Destinam a função nesse departamento, a pessoas sem as devidas qualificações, sem qualquer experiência, e, que invariavelmente estão começando sua carreira, e, desaguam no setor de faturamento.

Noto que, a colocação de profissionais desqualificados nesse setor, independentemente dos ERP das empresas, causará sérios prejuízos a organização, pois, o rigor tributário de nossa legislação, fez com que o setor de faturamento se renovasse, exigindo das empresas atualizações constantes, visando não conter erros que podem comprometer a saúde financeira da empresa.

Como dito anteriormente, não basta emitir a nota fiscal de vendas, do pedido solicitado pelo vendedor, e confiar plenamente nas configurações realizadas pelo ERP, ou com outros inúmeros softwares de apoio, se o faturista não tiver noção do que está ocorrendo.

Ocorrendo a concretização da negociação jurídica, representada pelo pedido, e, com o envio da mercadoria, o faturista, deve-se atentar em toda situação ocorrida, quer seja, na Classificação da Situação Tributária (CST), de todos os tributos que aquela empresa é contribuinte, podendo ser, de ICMS, ICMS ST, PIS, COFINS, IPI, e, cada um com sua peculiaridade, se o frete será cobrado na nota fiscal, se há seguro ou não, as condições de pagamento, dentre outras vertentes.

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Portanto, independente do ERP, o faturista deve possuir todo esse conhecimento, e, saber ao mínimo o funcionamento da organização, com suas particularidades, e, opções de tributação.

A base de dados do setor de faturamento é peça essencial do pleno funcionamento da empresa, e, deve ser feita com extremo cuidado, com máximo de conhecimento e treinamento disponível. Sua execução permite a tomada de decisões gerenciais, e estratégias adequadas, proporcionando aos gestores uma visão ampla e geral da organização, além de ser o marco inicial de toda escrituração contábil, e fiscal, onde consideramos como o nascedouro das informações vitais.

Portanto, sustento que esse setor não deve ser relegado a inicio de carreiras em organizações, ele deve ser considerado estratégico, devendo ser um dos setores mais vitais da companhia, pois qualquer informação errônea no início do processo da empresa, contaminará todos resultados obtidos.

Empresas que mantém seus colaboradores em treinamentos constantes, que dividem as atividades desse setor, e tratam como um procedimento vital a entidade, tem estaticamente sofrido menos fiscalizações, e, consequentemente imposições de multas.

O faturamento em si é um processo, uma série de aspectos e etapas que são realizadas, etapas estas necessárias para que esse importante aspecto de gestão de empresas sejam desenvolvidos.

O faturamento inicia-se antes mesmo da concretização da venda, pois a empresa necessita de um planejamento sobre como serão as vendas e toda sua dinâmica. Assim sendo, os gestores de todas áreas da entidade, analisam as variações da demanda de cada momento do ano, para atender as necessidades de sua clientela, no momento em que irá comprar o produto ou serviço, planejando uma série de fatos que devem ser desenvolvidos.

Do exposto acima, gosto de mencionar, a qualidade das informações prestadas aos gestores, onde por exemplo, uma entidade que tenha vendido muitos produtos tributados com PIS e COFINS durante os primeiros vinte dias, mas, em contrapartida, apenas adquiriu produtos monofásicos (alíquota zero desses tributos), poderá ter um dispêndio gigantesco desse tributo, absorvendo todo e qualquer lucro advindo dessas vendas.

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Portanto, a informação do setor de faturamento correta, bem como a análise das compras realizadas, trará resultados satisfatórios de planejamento a entidade.

Destas informações, a entidade parte para análise de sua gestão financeira, que é um conjunto de ações e procedimentos administrativos que envolvem o planejamento, tal qual demonstrei acima, onde a correta classificação do faturamento dos produtos tributados do pis e cofins, em contrapartida as compras desenfreadas de produtos monofásicos, geraram dados para planejar, e adequar os dispêndios financeiros.

O objetivo dessa visão é melhorar os resultados apresentados pela entidade, aumentando o valor patrimonial por meio de geração de lucros líquidos, ou mesmo, na diminuição de dispêndios em tributos, quer seja, por ações pro ativas.

Uma correta administração financeira permite que se visualize a atual situação da empresa, colaborando com futuros planejamentos e ações a serem tomadas pelos gestores.

Por todo exposto, setores ligados diretamente a terceirização do departamento contábil, quer sejam, departamentos financeiros, faturamento, recursos humanos, não podem ser ocupados por pessoas sem qualquer tipo de experiência na área, pois são áreas nevrálgicas a entidade. Não sustento, que essas pessoas nunca ocupem um lugar nesses departamentos, apenas sustento, que devam ser supervisionadas por pessoas com ampla experiência, não podendo ser contratadas, e, colocadas como responsáveis imediatas.

Atualmente, com toda tecnologia de informação existente, inclusive no âmbito da fiscalização, é um erro crasso, alocar pessoas sem qualquer experiência em gestão, como responsáveis imediatas.

Diante disto, concluímos que o setor de faturamento deve ser tratado com sua devida importância, alocando pessoas conhecedoras de todos assuntos aqui abordados.

Conversão

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João Theizi Mimura Junior

Dr. João Theizi Mimura Junior, Advogado, Contador, sócio diretor da Empresa JJR Organização Contábil. Possui extensa experiência na Área Contábil, Fiscal, Jurídica, Empresarial e Consultoria e quer por meio do blog compartilhar estas vivências.

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